O mercado de trabalho mudou. Salários e benefícios tradicionais atraem bons talentos, mas existem ferramentas que permitem atrair os melhores talentos, especialmente em startups e empresas de tecnologia.
Para profissionais altamente qualificados, a possibilidade de participar do crescimento e do sucesso financeiro da empresa pode ser o diferencial que faz toda a diferença.
É aqui que o equity, ou participação na empresa, surge como um diferencial estratégico capaz de engajar, motivar e reter profissionais de alto nível.
Mas como usar equity de forma eficaz e dentro da lei? Quais são as opções e os cuidados necessários? Este artigo é para ajudá-lo a entender como contratar e remunerar colaboradores com equity, com explicações práticas. Ao final, você estará mais preparado para implementar essa solução em sua empresa e fortalecer seu time.
Equity, no contexto corporativo, refere-se à participação societária ou ao direito de propriedade em uma empresa. Para colaboradores, isso significa a possibilidade de adquirir ou receber parte do capital da empresa, seja na forma de ações (em sociedades anônimas) ou quotas (em sociedades limitadas).
Essa participação vai além de um salário fixo ou benefícios tradicionais: ela representa um vínculo direto com o sucesso financeiro da empresa, permitindo que o colaborador colha os frutos do crescimento do negócio.
É uma ferramenta estratégica que une colaboradores e empresa em um objetivo comum: o crescimento sustentável do negócio.
Oferecer equity pode transformar completamente a dinâmica da sua equipe. Veja por quê:
Confira os três modelos principais:
O vesting é o mecanismo que define como o equity será concedido ao longo do tempo. Isso protege tanto a empresa quanto o colaborador.
A participação é adquirida de forma gradual. Por exemplo, um colaborador tem direito a 4% de participação na empresa, mas o vesting está definido para um período de 4 anos, com aquisição de 25% ao final de cada ano. Nesse caso:
Período de vesting: É o prazo total necessário para o colaborador adquirir 100% do direito ao equity. Geralmente varia entre 3 a 5 anos.
Cliff: O cliff é um período inicial de carência, geralmente de 12 meses, durante o qual o colaborador não adquire nenhum direito ao equity. Se ele deixar a empresa antes de completar o cliff, não terá direito a qualquer participação.
Aquisição acelerada (Acceleration): Em algumas situações, como venda da empresa ou término do contrato, o plano pode prever a aquisição antecipada de todo ou parte do equity, protegendo o colaborador em eventos que estão fora de seu controle.
Condições de rescisão: Caso o colaborador deixe a empresa antes de completar o vesting, perde o direito às participações ainda não adquiridas, mantendo apenas o que já foi conquistado até o momento.
Oferecer equity sem formalizar é um erro que pode custar caro. Todo acordo deve ser documentado para segurança de todas as partes envolvidas.
Inclua cláusulas para evitar disputas futuras, como:
Remunerar com equity exige atenção às regras trabalhistas, tributárias e societárias.
Aspectos TrabalhistasTributação
Governança
Um dos pilares do sucesso na implementação de um plano de equity é a comunicação clara com os colaboradores.
O que comunicar?
Dicas práticas
A remuneração com equity é uma estratégia poderosa para engajar colaboradores, atrair talentos e criar uma cultura de comprometimento e inovação. Porém, sua implementação exige planejamento, conhecimento técnico e comunicação transparente.
Se precisar de ajuda para estruturar seu plano de equity ou formalizar contratos, conte com a InHands. Nossa equipe de especialistas está pronta para oferecer soluções jurídicas modernas e alinhadas às suas necessidades.
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