Uma marca vai muito além de um nome ou logotipo — ela é a representação do seu produto, serviço e, acima de tudo, da identidade da sua empresa. Por meio dela, os consumidores reconhecem sua proposta de valor e criam uma conexão emocional com o que você oferece. Por isso, proteger sua marca deve ser uma prioridade ao iniciar ou expandir um negócio. Mas, afinal, a sua marca pode ser registrada?
O registro de marca é um procedimento administrativo que garante a qualquer pessoa física ou jurídica o direito exclusivo de usar um nome, logotipo, slogan ou outro sinal distintivo que identifique sua atividade no mercado. O INPI concede esse direito por 10 anos, com possibilidade de renovação indefinida.
Existem diversas vantagens ao registrar sua marca. O principal benefício é garantir a exclusividade sobre o uso da sua identidade comercial, protegendo os consumidores de confusão e preservando sua identidade comercial, mas outras vantagens incluem:
O INPI permite o registro de diversos tipos de marcas. Conhecer essas categorias é essencial para determinar qual se aplica ao seu negócio. As principais são:
O registro de marca no INPI exige o cumprimento de determinados critérios. A seguir, apresentamos os principais requisitos para garantir que sua marca seja registrada corretamente:
De acordo com os dados analisados, o Brasil responde por impressionantes 96% de todas as marcas registradas no mundo, enquanto China e Estados Unidos registram, cada um, apenas 1%, e os demais países, juntos, somam 2%.
No Brasil, a distribuição dos registros de marca por natureza jurídica revela que:
Esses números evidenciam a forte presença dos micro e pequenos negócios no cenário de registros de marcas no país.
O INPI divulgou que, em 2024, os pedidos de registro de marca cresceram 10,3% em relação a 2023, chegando a 444.037 solicitações de marcas.
O crescimento contínuo do interesse de empresas e empreendedores pela proteção de suas marcas reforça a importância do registro para garantir exclusividade e segurança jurídica no mercado competitivo atual.
A ausência de registro pode gerar graves implicações legais e financeiras para os proprietários.
Um exemplo notório é o das cantoras Maiara e Maraisa, que enfrentaram uma ação judicial por usarem a marca "As Patroas", já registrada por outra artista. O juiz reconheceu que o registro confere à titular original proteção e exclusividade, caracterizando concorrência desleal por parte da dupla. Como resultado, Maiara e Maraisa foram proibidas de usar o nome e, em caso de descumprimento, estariam sujeitas a uma multa de R$ 100 mil.
Outro caso relevante envolve a gigante tecnológica Google.
Ao lançar sua inteligência artificial com o nome "Bard", a empresa enfrentou desafios devido à existência de registros similares. Para evitar conflitos, precisou renomear o projeto para "Gemini".
Esses exemplos demonstram a importância de registrar a marca desde o início. Quem não investe na proteção antecipada pode acabar enfrentando processos judiciais e arcando com custos elevados. Além disso, realizar uma pesquisa de anterioridade e garantir o registro adequado evita litígios e prejuízos associados à violação de direitos de propriedade intelectual.
Registrar sua marca é um passo essencial para proteger sua identidade comercial e evitar disputas no futuro. Embora o processo seja relativamente simples, a marca precisa atender a critérios como distintividade e não semelhança com registros existentes. Além disso, a escolha da classe correta e a realização de uma pesquisa prévia no INPI são fundamentais para o sucesso do pedido.
Se você está iniciando um novo negócio ou deseja proteger uma marca existente, o registro no INPI é um investimento estratégico. Ele proporciona segurança jurídica, exclusividade e permite que sua marca seja explorada de forma mais eficiente no mercado.
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